sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Agente de trânsito escapa de carro em chamas em Rondonópolis

Por TVCA

Um agente de trânsito de Rondonópolis sofreu um atentado na madrugada desta sexta-feira. Bandidos atearam fogo no carro em que Edilson da Silva (34) estava. O automóvel ficou totalmente destruído, mas o agente conseguiu sobreviver.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o agente de trânsito Edilson da Silva foi abordado no centro da cidade por dois homens armados, em uma moto, por volta de 1h. Um deles entrou no carro e ordenou que a vítima seguisse até o anel viário de Rondonópolis. Quando chegaram ao local, o criminoso jogou um líquido inflamável e ateou fogo no carro com Edilson dentro.

Ainda segundo a polícia, a vítima conseguiu sair do carro ainda em chamas e fugiu por um matagal, a pé, até chegar ao Jardim Iguaçu. Lá ele recebeu os primeiros atendimentos médicos de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os agentes de trânsito que foram até o local do crime encontraram um celular jogado no meio-fio próximo ao automóvel queimado. Os colegas de trabalho ficaram chocados com a notícia.
Boletim médico

Segundo o diretor geral do Hospital Regional de Rondonópolis, Edilson da Silva passa bem. As queimaduras atingiram as duas pernas e o braço direito da vítima. Edilson será avaliado por um cirurgião plástico e não está descartada a possibilidade do agente ser transferido para Cuiabá. A princípio, as queimaduras não comprometem a mobilidade e a saúde vital do paciente.

Fonte: TV Centro América
http://rmtonline.globo.com/

Mato Grosso registrou 223 mortes nas rodovias federais em 2007

Por 24 Horas News

A Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso divulgou o Balanço Anual 2007. De janeiro a dezembro do ano passado foram registrados nas rodovias federais do estado, 2.510 acidentes, com 1.712 feridos e 223 vítimas fatais. Mais uma vez, a maioria dos acidentes aconteceu na BR 163 e na BR 364 (trecho entre Rondonópolis/Cuiabá/Jangada).

Os números, segundo o balanço, refletem as atitudes imprudentes dos motoristas que insistem em ultrapassar os limites de velocidade e desrespeitar a sinalização, além da falta de atenção dos pedestres que transitam às margens das rodovias.

De janeiro de 2004 até outubro de 2007, mais de 1,5 milhão de veículos foram licenciados em Mato Grosso e apenas 689 baixas de veículos foram contabilizadas no mesmo período pelo Departamento Estadual de Trânsito em Mato Grosso (DETRAN). Apesar da crescente frota de veículos no Eestado, a PRF conseguiu no mesmo período reduzir e estabilizar o número de acidentes, feridos e mortes nas cinco rodovias federais que cortam Mato Grosso.

Fonte: Site 24 Horas News
http://www.24horasnews.com.br

Inmetro quer suspensão de norma para uso de capacete

Por Olhar Direto

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) vai pedir a suspensão da Resolução 203 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que desde terça-feira estabelece novas regras para o uso de capacetes em todo o território nacional. O diretor de Qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, alega que o selo exigido agora pela legislação federal deveria servir apenas como um certificado de controle de qualidade dos produtos e não ter sido incorporado às ações de fiscalização nos Estados. A impossibilidade de se adquirir o adesivo por vias legais fez surgir um comércio paralelo de selos do Inmetro.

Em lojas da região central de São Paulo especializadas no comércio de peças e equipamentos para motociclistas a recomendação dos vendedores foi a mesma: comprar um capacete mais barato, retirar o selo dele e colar em outro capacete. A fraude, porém, exige alguns "cuidados". Os selos expedidos nos últimos meses pelo Inmetro possuem itens de segurança, como cortes transversais que dificultam a remoção.

O mercado clandestino de adesivos do Inmetro é a única opção para quem perdeu, não possui ou por algum motivo retirou o selo de seu capacete. "Esse selo foi criado para dar segurança ao cliente no momento da compra, para certificar a qualidade daquilo que ele está levando para casa. Após a aquisição do produto, não faz o menor sentido exigir que a pessoa mantenha o selo colado no capacete", admite o diretor do Inmetro.

Fonte: Site Olhar Direto
http://www.olhardireto.com.br

A multa que pouco inibe

Por Silvio Furtado
Quando a Lei 9503/97 foi sancionada pelo Presidente da República e o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, a expectativa em relação ao respeito ás normas de trânsito foi grande. Rigor na fiscalização, apreensão de veículos e CNHs e multas altas prometiam redução nos acidentes e nas mortes.

As multas foram estipuladas em UFIR e seriam reajustadas mensalmente. Os valores iniciavam em 50 UFIR para infrações leves, 80 para infrações médias, 120 para as graves e 180 para as infrações consideradas gravíssimas. E ainda dependendo da infração as multas gravíssimas poderiam ser agravadas em três ou cinco vezes.

Esses valores eram elevados nos primeiros anos da criação do novo código de trânsito e isso forçou uma redução considerada nos índices negativos do trânsito brasileiro. Porém o índice utilizado para reajustar o valor das multas, a UFIR, foi extinto no ano de 2001 e desde então não houve mais reajuste no valor das multas.

Com a extinção da UFIR, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) lançou uma resolução com os valores fixos das multas, que correspondem á última cotação da UFIR. Com isso a infração leve passou a ser punida com multa de R$ 53,21 e a gravíssima a R$ 191,54. Já nos casos onde as multas são agravadas os valores podem chegar a R$ 957,70, mas isso somente para multas onde é comprovada a embriaguês do condutor ou se estiver dirigindo com a CNH cassada, por exemplo.

Fato é que, nos últimos anos, o valor da multa de trânsito deixou de ser um inibidor, conseqüentemente as infrações multiplicaram-se e os acidentes com vítimas e mortes estão em índices assustadores, como os vistos neste último feriado de Natal e Ano Novo.

Assustado com os números de 2007, com as 6840 mortes e mais de 75000 feridos nas rodovias federais e também pelos altos índices de mortes nos mais de 5500 municípios brasileiros, que chegam a absurdos 35000 vítimas fatais, o Ministro da Justiça Tarso Genro se diz preocupado e fala em aumentar o valor das multas de trânsito.

Em entrevista, o Ministro fala em aplicar multa no valor do próprio veículo para infrator reincidente em infração gravíssima. Já pensaram no caso de um infrator que tem uma Mercedes no valor de R$ 500 mil reais? E aquele que tem um velho Fusquinha que não passa dos R$ 3 mil? Mesmo o veículo mais barato teriam uma multa muito cara para o brasileiro.

Acho pouco provável que essa idéia se concretize. Mas uma coisa é certa, o valor das multas tem que ser reajustado imediatamente. Somente um valor elevado que ‘mexa’ no bolso do infrator poderá desmotivá-lo a cometer uma infração.

Esperamos que o Governo Federal esteja realmente preocupado com a situação e altere o valor das multas. Só assim a esperança em reduzir as mortes permanecerá viva.
Sílvio Furtado de Mendonça Filho

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Elismar promete priorizar trânsito e cutuca Murilo

O novo secretário de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá, Elismar Bezerra, empossado nesta quinta, em solenidade no complexo Memorial das Águas, afirmou que vai trabalhar com ênfase na educação no trânsito. Essa é a estratégia usada pelo professor e ex-presidente do Sintep-MT para contrapor as críticas e as vozes que defendem a necessidade da SMTU ter no comando alguém com perfil mais técnico. Indicado pelo PPS, Elismar diz que pretende atuar de forma pedagógica e promete mudanças no quadro de DAS para dar lugar a “companheiros” partidários.

“Tenho experiência na administração pública. Isso vai me ajudar a firmar e desenvolver um trabalho voltado à educação cidadã. Acredito que essa idéia vai trazer maiores avanços para o trânsito na Capital”, declarou. Perguntado se a pasta não pede um perfil técnico, Elismar disse que vai manter a equipe técnica para que os encaminhamentos dados pelo ex-secretário Oscar Soares Martins tenham continuidade. O adjunto da SMTU passa a ser Hélio Silva, o barulhento "Papa-Corrupto".

O prefeito tucano Wilson Santos afirma ter certeza que Elismar fará um bom trabalho na SMTU. Num discurso uníssono, Elismar garantiu formatar um plano diretor, aumentar as campanhas de educação no trânsito e dar continuidade no trabalho com os guardas de trânsito, os chamados amarelinhos. “Não vamos desautorizar os fiscais do trânsito. Eles são especialistas e sabem o que fazer”, disse Elismar. “Completando a fala do Elismar, também descarto a implantação de radares eletrônicos, pois corremos o risco de ficar na iminência do Tribunal de Justiça cancelar todas as multas do passado”, disse o prefeito.

Assim como ocorreu com o secretário-adjunto, Antonio Generoso Grisolia, que deu lugar a Hélio Silva, conhecido por trafegar pela Capital com o carro caracterizado de Cassa-Corrupto, será substituído o coordenador-administrativo e financeiro, economista Wagner de Andrade Gouvêa, por Guaracy das Neves. O prefeito também garantiu à legenda socialista mais uma diretoria e outra está em negociação. As conversações indicam que o administrador e advogado Léo Gonzaga Medeiros também deixará a pasta. O seu substituto será definido assim que o prefeito retornar dos 12 dias de folga que curtirá no interior da Bahia. “Há mudanças que só as razões políticas e estratégicas explicam. Venho assumir uma missão em nome do meu partido", explicou Elismar.

Em seu discurso, o sindicalista fez um breve histórico de sua atuação frente à secretaria de Educação de Várzea Grande e demonstrou insatisfação com o prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR). “Fiz muita coisa, mas há projetos que não serão reconhecidos, pois o que não se divulga não é visto pelos olhos dos outros”, disse.

Fonte: RD News

Papa-Corrupto leva torcida para posse na SMTU

O sociólogo Hélio Silva, membro da executiva municipal do PPS, agora nomeado secretário-adjunto de Trânsito e Transporte de Cuiabá, não chegou à solenidade com o seu velho Pampa que transporta bonecos dentro de uma cela improvisada, mas chamou mais atenção do que o novo secretário, Elismar Bezerra, e o prefeito Wilson Santos. Para a solenidade que ocorreu nesta quarta, no auditório do Memorial das Águas, ele levou até uma torcida organizada, tudo para mostrar a força do PPS.

Foi ovacionado por um grupo de jovens militantes socialistas que faziam muito barulho todas as vezes que o seu nome era citado. Nem mesmo o secretário foi tão aplaudido. Ao assinar sua nomeação, Hélio deixa o anonimato. É a primeira vez que assume um cargo público.

Visivelmente ansioso e entusiasmado, ele reconhece que não tem experiência na vida política e que vai trabalhar para atender os objetivos do PPS. "Minha atuação será partidária. Minhas ações serão reflexos da Executiva Municipal", declarou o conhecido "Papa-Corrupto"

Com apenas 1.557 votos, ele foi derrotado a deputado federal em 2006. Acostumado a participar de protestos públicos, Hélio se identificou na campanha como o "Papa-Corrupto". Já carregou bonecos em referência aos mensaleiros e aos sanguessugas. Também já "prendeu" na grade fixada na corroceria de sua Pampa um boneco simbolizando o escândalo envolvendo o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Agora ele prometeu, sob os olhos atentos de Elismar, que tem muito a fazer em favor do PPS.

Fonte: RD News

Infrações de trânsito em Cuiabá ?

Léo Gonsaga Medeiros

Cruzamento fechado, gente pisando no acelerador e passando no sinal vermelho, causando risco de acidentes, estacionando em local proibido, fechando cruzamento; fazendo ultrapassagens perigosas; parando em plena via, ¨mas é bem rapidinho¨... etc. etc....

Quarta-feira, quase 11hs e 30min. Um caminhão atravessado na avenida XV de Novembro interrompe a pista que segue em direção a Várzea Grande. O trânsito, que até então fluía sem problemas, pára. O motorista quer dar a ré para estacionar e descarregar no “Atacadão”, uma fila de carros se forma atrás dele. Um Gol, táxi, estacionado em local proibido, encostado na esquina, diminui o espaço da manobra, o motorista é profissional há 20 anos, tem que agüentar as buzinas e os xingamentos. ¨Sai daí, seu burro!¨, gritam do ônibus.

Em alguma sala de aula da UNIC, um estudante, infrator, estaciona no ponto de ônibus e nem desconfia da confusão que armou. O flanelinha confirma, o carro é de um estudante, mas ele, o vigia, ¨não tem nada a ver com aquilo¨.

O trânsito de Cuiabá padece com a má educação dos motoristas. As infrações pioram os congestionamentos nos horários de pico e colocam à prova até quem tem a paciência de Jó. Um cruzamento fechado pode invalidar o tempo de um semáforo verde. Um carro parado na pista na hora do rush, especialmente numa avenida como a “Prainha”, interrompe o fluxo dos veículos para além daquele quarteirão.

¨Não tem como mensurar, mas o comportamento egoísta compromete muito a fluidez e a segurança do trânsito¨, diz um conhecido, engenheiro de tráfego da SMTU.

Uma conversão proibida, além de bloquear o trânsito, por mais ¨rapidinha¨ que seja, pode provocar uma colisão do veículo que vem atrás e é pego de surpresa pela freada brusca.

João de tal, 34, estaciona uma enorme carreta, em plena Getúlio Vargas, com trânsito intenso, às 8 horas, para descarregar a entrega da loja Riachuelo. O estabelecimento, está em local impróprio para o evento de carga e descarga, típico daquele comércio.

Uma senhora, fecha o cruzamento na rua 13 de junho com Generoso Ponce.¨Estou em cima da hora, se deixo espaço, os carros não respeitam minha preferencial e na minha vez de seguir fico presa¨. Para não ser sabotado, o motorista sabota antes. E todo mundo tem uma desculpa pronta.

Essa lógica individualista não é só do infrator, é a lógica que estamos vivendo hoje. Temos que ser primeiro lugar em tudo. “A sociedade reforça a idéia de que, se você está se livrando, tudo bem¨, diz a psicóloga Gislene Macedo, que estudou o comportamento do motorista em sua tese de doutorado.

Dentro do carro, disputando espaço com outros veículos e correndo contra o tempo, o individualismo se escancara, muitas vezes com agressividade.

Um cidadão ¨do bem¨, solícito e calmo, pode se descontrolar dirigindo.¨Estudos apontam que a mecânica do carro vira uma extensão das nossas forças físicas. Você transpõe barreiras que a pé não conseguiria e isso dá uma sensação de poder. Mistura estresse com poder, já viu¨, diz Gislene.

Falta gentileza e sobra egoísmo. Respeito e educação, aliás, se podem mudar um País, podem fazer milagres no trânsito. Enquanto faço estas reflexões, ouço um grito estridente, é uma senhora de aparência vetusta, “dialogando” com um taxista.

- Barbeira é a mãe!Tem alguma coisa difícil de quebrar no comportamento dos motoristas em Cuiabá....

*Léo Gonsaga Medeiros é Cidadão Cuiabano

Denatran cria novo lacre para veículos

Portaria do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), publicada no Diário Oficial da União de hoje, cria um novo tipo de lacre de identificação dos veículos brasileiros para aumentar o seu grau de segurança e impedir fraudes.

Com mecanismos especiais de inviolabilidade, o novo lacre será padronizado em todo o País e terá maior durabilidade e resistência.

A portaria também determina que os novos lacres unam as placas à estrutura dos veículos, dificultando sua remoção ou violação.

A mudança integra um conjunto de medidas previstas na Resolução 231 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Uma delas padroniza a fonte das letras com o tipo ¨Mandatory¨, mais fácil de ser identificado pelos guardas de trânsito e pelos radares eletrônicos.

Até agora, a fonte não era padronizada e os tipos usados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detran) de alguns Estados permitiam confusão na identificação de algumas letras, sobretudo D, O e P. Em conseqüência, muitas multas eram anuladas.

As mudanças não trazem aumento de custo nem produzem qualquer demanda para os motoristas, proprietários de veículos ou usuário de trânsito. Afetam apenas os Detrans estaduais e os fabricantes de placas, que terão de se adaptar às novas normas.

O novo tipo de lacre já está em vigor e será colocado no veículo quando o proprietário tiver de fazer o reemplacamento ou mudar de cidade. Os veículos novos já virão com o novo modelo de lacre.

Prazo

Já a mudança da fonte das letras, que deveria ter entrado em vigor em agosto, começa a valer em 1º de janeiro de 2008. A prorrogação foi concedida para dar tempo aos fabricantes de placas de se adequarem.

A nova tipologia, segundo o Denatran, facilitará a identificação, pois apresenta caracteres bem definidos. Os veículos novos já trarão na placa a nova tipologia, mas os registrados até agora não precisam substituí-la.

Fonte: Super Site Good
http://www.supersitegood.com/taligado/texto.php?mat=1776

Álcool e trânsito - uma mistura perigosa.

A relação álcool-volante revela facetas cruéis. Em cerca de 75% dos acidentes com vítimas fatais nas ruas e rodovias de nosso país existe um motorista alcoolizado envolvido. O Brasil está no topo da lista de países com maior número de acidentes de trânsito no mundo, com um milhão de acidentes por ano. Resultam daí 300 mil vítimas, 50 mil fatais.

O álcool na corrente sanguínea provoca o afrouxamento da percepção e o retardamento dos reflexos. A dosagem excessiva conduz à perigosa diminuição da percepção e à total lentidão dos reflexos, diminuindo a consciência do perigo. Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete sua segurança, a dos demais usuários da via e a dos passageiros que estão apostando suas próprias vidas 100% nas condições deste motorista.

De acordo com o Código Nacional de Trânsito, considera-se que o motorista não reúne mais condições para dirigir quando bebe. O ideal é evitar qualquer quantidade de bebida alcoólica antes de dirigir. Os bafômetros usados pela polícia são capazes de determinar o estado de embriaguez de um motorista em apenas um minuto.

Veja abaixo algumas dicas de como evitar a pior das ressacas:

· não beba antes de dirigir.

· os efeitos do álcool são mais fortes se você estiver em jejum.

· não deixe que a pessoa que está no volante ingira bebida alcoólica.

· se você vai a uma festa e pretende consumir bebidas alcoólicas, procure outra alternativa de transporte, pegue carona (com quem não bebe), um ônibus ou táxi.

· ao sair da festa não aceite carona de quem bebeu mas se considera apto a dirigir. Nesta hora, os mais confiantes são os que correm maiores riscos;

· se você ingeriu bebida alcoólica o único remédio é o tempo. Para cada dose ingerida você deve esperar uma hora para que o álcool seja diluído pelo organismo.

· não se engane. Café e banho gelado não conseguem eliminar os efeitos do álcool. Apenas podem deixá-lo mais desperto.

· se você gosta de beber, deixe sempre o carro em casa. Beber com responsabilidade é a única forma de prolongar seu prazer, sem a terrível ressaca que um acidente pode provocar.


Claudemir Martins - Powered by HpLoco.Com

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ano violento!

Estamos entrando em um novo ano e deixando para traz muita violência no trânsito. Só na cidade de Cuiabá, 2007 se vai com aproximadamente 250 mortos em atropelamentos e acidentes de trânsito. Somando-se as vítimas fatais nas cidades e rodovias de todo o país, cerca de 35 mil pessoas perderam a vida por causa do trânsito violento.

É como se 175 Boeings ou Airbus lotados tivessem caído e matado todos os passageiros. Triste realidade! Ano após ano os números da violência no trânsito estão em crescente evolução.

Fala-se muito em educação para o trânsito, porém muito pouco foi feito executá-la. Os principais ‘defensores’ da falada educação para o trânsito, geralmente políticos e apresentadores de televisão sensacionalistas, são na verdade fanfarrões com discurso eleitoreiro e constantemente são vistos cometendo infrações de trânsito. Que exemplo!

Para os técnicos e estudiosos da área, somente a aplicação do chamado ‘tripé do trânsito’, engenharia, educação e fiscalização, trará resultados positivos no trânsito e transporte. Em todas as cidades desenvolvidas, ricas, com alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), enfim boas para viver, é aplicado o tripé. E o resultado é fantástico, fluidez e baixo índice de acidentes e vítimas.

A engenharia garante a fluidez e a segurança nas vias, a educação para o trânsito é aplicada desde o início da vida escolar e é levada a sério por todos, enfim a fiscalização é rigorosa e as infrações são punidas com altas multas, perda do documento de habilitação e em muitos casos com a prisão. Só para citar alguns exemplos, nos Estados Unidos da América, nos últimos meses vimos a prisão de Mel Gibson, Paris Hilton, Mike Tyson, entre outros, todos em comum tem a fama, o dinheiro (muito) e os dias na prisão, por cometer infração de trânsito.

Eu, particularmente, sou um defensor da fiscalização intensa nas ruas e avenidas de Cuiabá, não só com autuações, mas com aplicação das medidas administrativas previstas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) como a remoção e apreensão de veículos, suspensão e cassação do direito de dirigir, entre outras. Não digo prisão, pois em nosso país o poder público sequer consegue colocar atrás das grades, traficantes e assassinos. Quiçá infratores de trânsito?

A aplicação de multas, remoção e apreensão de veículos infratores, apreensão de CNHs, em si já seriam medidas suficientes para intimidar e reduzir em muito o número de infrações e conseqüentemente o número de acidentes e vítimas.

Defendo também a instalação imediata de fiscalização eletrônica através de radares, lombadas eletrônicas e semáforos com câmeras nos principais pontos de conflito e velocidade de nossa cidade. Está provado que nos locais onde há esses equipamentos, a violência reduz consideravelmente. Xô infratores! Xô defensores de infratores!

Precisamos de mais ação e menos conversa, precisamos de governantes com coragem e vontade de lutar pela paz no trânsito, precisamos da mídia como aliada nessa luta e não como instrumento de defesa dos infratores e conseqüentemente, precisamos do engajamento dos usuários do trânsito.

Ressalto que o problema do trânsito não é só de engenharia, de melhorias nas vias ou de responsabilidade dos órgãos governamentais competentes, o problema é nosso, de qualquer cidadão. Nós precisamos nos conscientizar da importância de preservarmos vidas, sensibilizando motoristas, pedestres, crianças ou adultos. Precisamos rever nossos conceitos e mudar nosso comportamento, no intuito de salvarmos e valorizarmos a vida.

Esse é o caminho para 2008, usuário e poder público em busca da Paz no Trânsito.

sábado, 1 de dezembro de 2007

É hora de assumir a responsabilidade no trânsito!

Estou cansado de ouvir notícia de acidente de trânsito e a interminável busca pelos responsáveis. Sempre a mesma história, todos querendo achar um culpado, e sempre a mesma acusação: o culpado é a prefeitura ou o governo estadual, porque não cumpriu sua parte, não sinalizou a rua, não colocou quebra-molas, semáforos...

Oras, é lógico que o poder público tem que cumprir seu papel como gestor do trânsito, mas mesmo que não o faça, isso não habilita o motorista a cometer barbaridades no trânsito, em nome da ausência do estado.

Todos já ouviram falar em 'direção defensiva'. Mas o que é isso mesmo? Vamos relembrar as aulas da escolinha do Detran? Direção defensiva é um estilo de pilotagem onde o motorista tem especial preocupação com a segurança, não só em relação à sua condução, mas como a de terceiros. Um motorista que dirige defensivamente consegue prever o erro dos outros dando tempo para correções, dessa forma evita o envolvimento em acidentes e diminui consideravelmente o cometimento de infrações e conseqüentemente, acidentes.

Simples não? Todos devemos praticar a direção defensiva, assim evitamos acidentes, vítimas e mortes. Mas infelizmente nem todos tem essa capacidade de discernimento e acabam provocando acidentes e muitas vezes, mortes de inocentes.

Constantemente, acontece acidentes em cruzamentos da capital. Cruzamentos semaforizados, cruzamentos sinalizados ou não, em todos os casos exige muita atenção do motorista. Mesmo em cruzamento sinalizado, o motorista deve ter cautela ao cruza-lo, pois se o fizer sem parar e o veículo que estiver em sentido oposto fizer o mesmo, a colisão pode ser inevitável e as conseqüências desastrosas. Afinal, um corpo não ocupa o mesmo lugar no espaço.

Passados mais de 10 anos do novo código de trânsito brasileiro, já está na hora do motorista assumir suas responsabilidades no trânsito. E, praticar a direção defensiva é o mínimo que se espera de um cidadão consciente.

Portanto, siga os macetes da direção defensiva: Se não sabe não faça; Se tiver dúvida não faça; E se não precisar fazer, também não faça.

Motorista, dirija sempre com atenção. Jamais pense que um veículo faz parte de você. O veículo é um equipamento, uma máquina que responde ás leis da física e é muito mais forte e pesada que um ser humano.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Basta á violência no trânsito!

Tive a grata satisfação de participar de uma caminhada pela paz no trânsito. O evento faz parte do Movimento Paz no Trânsito – A vida em suas mãos, promovido pela prefeitura de Cuiabá através da SMTU. Participei como cidadão comum, como pedestre, como motorista e não como servidor municipal que sou.

A caminhada chamou a atenção pela quantidade de participantes, aproximadamente 2 mil pessoas acordaram cedo no sábado e foram para o centro da cidade fazer seu papel de cidadão consciente. Muitas crianças, entidades, servidores públicos, políticos a sociedade em geral estiveram presentes e curtiram muito a caminhada acompanhados pelos atores que interpretam os “Sombras”.

Todos deram um grito de basta á violência no trânsito. A Avenida Getúlio Vargas, a São Sebastião, a Isaac Póvoas, a Generoso Ponce e a famosa “Prainha” foram testemunhas desse movimento, do protesto pela vida, pela paz no trânsito e pelo endurecimento e cumprimento das leis. Sim, podemos concluir que foi um ato de repúdio à violência e impunidade.

A violência no trânsito é causada pela desobediência à legislação. Logo, se isso for verdadeiro, para combater a violência no trânsito, basta que o motorista mude de atitude, ou seja, respeite as leis de trânsito: não avance com o sinal fechado, não pare em local proibido, observe a velocidade adequada, não fale ao celular ao dirigir, não beba se for dirigir, etc.

Como faremos para mudar esse quadro? Como mudar o comportamento do condutor? Em primeiro lugar conscientização. Mas isso é difícil de se conseguir sem campanhas massificadas de educação aliadas á intensa fiscalização. Para isso seria necessário a implantação imediata de fiscalização eletrônica, com radares, semáforos com câmeras, lombadas eletrônicas e radares móveis, para fortalecer a atuação dos fiscais de trânsito da prefeitura. A educação, a fiscalização e também a engenharia somariam no combate á imprudência e irresponsabilidade dos motoristas infratores.

Mas será que o poder público sozinho resolve o problema? Pouco provável, sabemos que não basta melhorar a malha viária, fazer campanhas educativas, multar e fazer as sinalizações verticais e horizontais. O mais importante é a conscientização do ser humano, o respeito pelos seus pares, pelas sinalizações, os limites de velocidades e às leis de trânsito. O lado intrínseco, anímico, a essência e o psicológico de cada ser humano não há como ser controlado pelo Estado.

Por isso participei da marcha pela paz no trânsito, como cidadão preocupado com a violência cada vez maior em nossas ruas e avenidas. Faço minha parte e convoco todos a tomar uma atitude, respeite o próximo, respeite as leis de trânsito e você estará contribuindo para a paz tão sonhada. Participe!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Aquecimento Global

O termo aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e à possibilidade da sua continuação durante o século corrente. Se este aumento se deve a causas naturais ou de origem antropogênica (provocado pelo homem) ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno.

Relatório mais recente de órgão das Nações Unidas diz que grande parte do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito estufa, causado pelo aumento nas concentrações de gases estufa de origem antropogênica (incluindo, para além do aumento de gases estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição).

Modelos climáticos referenciados por relatórios das Nações Unidas projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. A variação dos valores reflete no uso de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar de que a maioria dos estudos tem seu foco no período de até o ano 2100, espera-se que o aquecimento e o aumento no nível do mar continuem por mais de um milênio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem. Isso reflete na grande capacidade calorífica dos oceanos.

Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível do mar e em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas. Pode também haver alterações nas freqüências e intensidades de eventos de temperaturas extremas, apesar de ser difícil de relacionar eventos específicos ao aquecimento global. Outros eventos podem incluir alterações na disponibilidade agrícola, recuo glacial, vazão reduzida em rios durante o verão, extinção de espécies e aumento em vetores de doenças.

A recessão dos glaciares e da calote polar do Ártico não são fenômenos recentes. Já ocorrem desde 1800, ou mesmo antes disso. E data da mesma altura o aumento de temperatura global a uma taxa quase constante (de cerca de +0.5°C/100 anos), que começou por isso antes do rápido aumento de CO², iniciado por volta de 1940. Isso pode significar que este aquecimento quase linear é natural, podendo ser apenas a recuperação do planeta depois da Pequena Era Glacial, que ocorreu entre o século XIII e XVII.

Este entendimento é defendido por muitos meteorologistas e climatólogos, que garantem que não há provas de que está havendo um aquecimento global provocado pelo homem e que a variação para mais é um fenômeno natural, como já foi verificado em outras épocas no planeta.

Em Mato Grosso, além do desmatamento, o grande problema são as queimadas, pois somos o campeão neste quesito. Previsões apontam que se continuarmos nesse ritmo, em 20 anos será impossível respirar o ar poluído das queimadas. Cabe aos órgãos competentes reverter este quadro.

Para nós, fica a incerteza e dúvidas quanto ao nosso futuro no planeta Terra. No mínimo devemos fazer nossa parte, preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Fiscalização eletrônica no trânsito

No trânsito, a qualidade de vida está diretamente ligada à existência de vias seguras para motoristas, ciclistas e pedestres.

Porém, não é bem isso que o cidadão encontra quando sai de casa, seja de carro, bicicleta, moto ou a pé. Ruas e avenidas mal planejadas, com buracos, com sinalização ineficiente ou inexistente, calçadas intransitáveis, entre muitos outros problemas, sendo o principal o desrespeito ás leis de trânsito. Excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, estacionamento sobre a calçada e mais uma infinidade de transgressões acontecendo a cada segundo.

Quem tem o dever de garantir o ir e vir do cidadão? O poder público sim. O objetivo de todo órgão de trânsito é torná-lo mais seguro e mais humano. Para isso, faz-se necessária adoção de séries de medidas rigorosas para reduzir a velocidade dos motoristas nos pontos críticos da cidade. Uma delas seria a implantação de fiscalização eletrônica do trânsito.

Para isso deve realizar análise de campo nos pontos críticos. Nessa investigação, devem ser considerados não só os aspectos físicos dos locais estudados como também as características do fluxo de pedestres.

O equipamento de fiscalização eletrônica conhecido como pardal (radar) mede a velocidade de todos os veículos, registrando apenas aqueles que trafegam acima do limite de velocidade regulamentado. A imagem registrada do veículo serve como base à Autoridade de Trânsito para a lavratura do Auto de Infração de trânsito.
Outro grande aliado na prevenção de acidentes de trânsito é o fotossensor, ou o chamado semáforo com câmera. Ele é um equipamento de fiscalização eletrônica capaz de registrar dois tipos de infração: o avanço de sinal vermelho do semáforo e a parada sobre a faixa de pedestres. O objetivo do fotossensor é estimular o motorista a respeitar o sinal de trânsito e evitar atropelamentos e colisões. Também evita que o motorista ‘feche’ o cruzamento.

Somando-se aos radares e fotossensores, outro equipamento de fiscalização eletrônica muito utilizado são as lombadas eletrônicas, que garantem o trânsito de veículos em velocidade adequada nos pontos críticos das vias, aumentando a segurança no trânsito e contribuindo para a educação de motoristas e pedestres.

O uso de equipamentos de fiscalização eletrônica contribui muito para a segurança no trânsito, diminuindo a freqüência e gravidade dos acidentes. Cuiabá é a única capital que não possui este sistema. Sabemos que é prerrogativa da administração do município instalá-los ou não. Sabemos também que Cuiabá teve uma experiência infeliz ente os anos de 1998 e 2002, com a instalação da fiscalização eletrônica eivada de irregularidades. Porém estamos em outra época, os procedimentos de licitação são transparentes e o funcionamento dos aparelhos só se dá após aferição do INMETRO conforme determina resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

Portanto, torcemos para que a Prefeitura de Cuiabá, através de projetos e estudos técnicos, estude a possibilidade da volta da fiscalização eletrônica. Será a vitória do bom senso na luta contra a impunidade no trânsito.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Cadê a educação dos bacanas?

O Shopping Três Américas na região do Coxipó é muito freqüentado, principalmente por moradores da região adjacente, Jardim das Américas, Jardim Kennedy, Petrópolis, Boa Esperança, Santa Cruz, Jardim Itália e outros do mesmo padrão, ou seja, classe média para cima.

Os clientes do shopping, gente fina, bacana, chegam em seus carrões de luxo e entram rapidamente nos corredores para desfilar seus modelitos fashion e iniciar a compra de outros.

Até aí tudo bem. Não tenho nada contra o consumismo. Acho inclusive que eu também sou assim. Os tais bacanas entram no shopping para comprar, para comer, beber, para ir ao cinema ou simplesmente para desfilar seus 'corpichos' pelos corredores climatizados e gastam uma boa grana por estes bons momentos de consumismo e lazer. Ótimo! Todo trabalhador tem direito a isso.

O problema é que estes mesmos bacanas não têm a capacidade de pagar uns míseros trocados para colocar seus carrões no estacionamento... Então estacionam ao redor do shopping, ao lado de dezenas de placas de proibição, tornando quase impossível a circulação de outros carros pelo local.

Eu sou um habitual freqüentador deste shopping e fico impressionado com a falta de educação desses cidadãos. E toda vez que vou até lá passo por uma sessão de estresse na hora que chego e depois na saída, tentando ziguezaguear pelos babacas, ops, pelos carros dos bacanas, para chegar ao local apropriado para estacionar o meu carro.

Deixo aqui um recado para essas pessoas que não tem um pingo de educação, RESPEITEM as outras pessoas, deixem de ser egoístas. Se existe uma placa de proibição, ela não está ali de enfeite ou por que alguém a acha bonita. Se existe é porque o estacionamento ali prejudica a livre circulação. Dêem valor ao dinheiro que vocês gastaram no tempo de escola. Sejam educados!

Se o cidadão alegar que não tem uns trocados para pagar o estacionamento, então que busque um local na rua onde seja permitido estacionar... Ou então que procure outro lugar para seu lazer. Existe em Cuiabá muitos locais de lazer gratuitos, onde nada se paga, nem para entrar nem para estacionar. Vá ver o pôr-do-sol na beira do rio Cuiabá, ou então vá até a Praça da Caixa D’água Velha, recém inaugurada e com uma vista linda da cidade. Que tal o Parque Mãe Bonifácia? Ou o Museu do Rio? Não? Tudo bem, então vá ao shopping, mas não cometa a indelicadeza, a FALTA DE EDUCAÇÃO de estacionar em local proibido. Respeite o direito de ir e vir do próximo. Está dado o recado!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Batalhão de Trânsito

O Batalhão de Policiamento de Trânsito - BPTran é uma Unidade Especializada no policiamento de trânsito. Sua competência está definida no artigo 22 do CTB e consiste em fornecer elementos necessários à segurança pública nas ruas e avenidas, fiscalização, bem como a documentação e carteiras de habilitação dos condutores.

Os Policiais Militares são encarregados da fiscalização quanto à regularidade tributária e licenciamento dos veículos. Também realizam inspeções dos veículos, verificando suas boas condições físicas de segurança e adequação dos produtos transportados, além de vistoriar a estrutura, materiais e equipamentos necessários e obrigatórios da carroceria dos veículos e mais os de proteção individual. São alvos da fiscalização também os veículos de transporte de líquidos inflamáveis e tóxicos.

Até o ano de 2002, o batalhão atuou sozinho nas ruas da capital. No final de 2002 com a municipalização do trânsito, o BPTran passou a atuar em conjunto com os Agentes Fiscais da prefeitura. Porém, o batalhão foi extinto há alguns meses pelo Comando Geral da Polícia Militar do Estado e desde então o trânsito está sendo conduzido somente pelos fiscais da prefeitura.

Os Agentes Fiscais de Trânsito da Prefeitura de Cuiabá, concursados, nomeados e credenciados pela autoridade de trânsito competente para tal, trabalham na operação e fiscalização do trânsito com a competência definida pelo artigo 24 do CTB. Sua atuação está mais centrada na circulação, estacionamento e parada de veículos.

O extinto BPTran faz muita falta na capital. O policial militar de trânsito fardado e armado impõe respeito e garante a fiscalização de veículos e pessoas, algo que os fiscais da prefeitura tem dificuldade em realizar.

O ideal seria o trabalho em conjunto das instituições, Prefeitura e Estado trabalhando juntos pela segurança do trânsito. Trabalhando em pontos estratégicos de policiamento, a idéia é de que o batalhão atue não somente no policiamento de trânsito, mas realize um policiamento ostensivo integrado.

Enquanto os fiscais atuam nas áreas de estacionamento regulamentado, por exemplo, os policiais atuariam em blitze para verificação da documentação e condição dos veículos. Assim, tiraria de circulação veículos clonados, dubles ou roubados, bem como condutores não habilitados.

Como um aficcionado pela segurança no trânsito, torço para que a Polícia Militar traga de volta o BPTran, para somar com a prefeitura e garantir um trânsito mais seguro e humano.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Vossa Excelência, o Corrupto!

A partir do fim da era dos presidentes militares, a corrupção cresceu assustadoramente ano após ano no Brasil. Desde as gestões de José Sarney, depois Fernando Collor, Itamar Franco, FHC, até o atual Lulla, a corrupção veio se alastrando como uma doença contagiosa, tornando-se crônica. Está dentro dos Ministérios, da Câmara dos Deputados e no Senado, nas agências reguladoras, enfim em todos os órgãos e em todas as esferas de governo.

Essa prática repugnante, que assalta os cofres públicos, desvia dinheiro que deveria ir para setores prioritários como a saúde e educação e engordam contas bancárias de políticos, empreiteiros, usineiros, industriais e todos os que estão ápice da pirâmide da corrupção.

Hoje, a corrupção está tão impregnada, ‘colada’ no setor público, que se tornou banal perante a visão da sociedade. Os casos são tantos, tão corriqueiros, que ás vezes um ‘atropela’ o outro. Vide mensalão e sanguessuga.

A população não confia na justiça brasileira quando o réu é um político ou alguém envolvido no meio. As CPIs instauradas não investigam, não desvendam e não punem ninguém. O cidadão não acredita no governo, na polícia federal e nem mesmo nos tribunais federais. E tudo isso por culpa do próprio governo, que na ânsia de proteger os seus, lança descrédito geral.

Quando eu digo que se tornou uma coisa banal, basta ver um anúncio de nova CPI e a expressão de qualquer cidadão é: - Ih, já sinto cheiro de pizza...! O descrédito é geral. Quem foi punido nos últimos anos? Quem perdeu o mandato? Praticamente ninguém.

E o que mais me revolta é assistir a uma sessão da Câmara dos Deputados ou do Senado e ver um corrupto dirigir-se a outro corrupto por Vossa excelência. É Vossa Excelência aqui, Vossa Excelência acolá... Até quando se xingam usam o pronome de tratamento com todo respeito: - Vossa Excelência é um safado...! – Vossa Excelência é um mentiroso...!

Isso é um absurdo. É revoltante! Eles, os políticos, deveriam se dirigir ao povo por Vossa excelência. Esse sim, o povo, merece esse tratamento. Que dignidade um corrupto tem para merecer tal tratamento?

O povo que trabalha pelo menos oito horas por dia, ás vezes até mais de doze horas, que recebe um mísero salário de R$ 380,00 e tem que arcar com despesas abusivas no transporte público, na cesta básica e ainda não tem escola digna para seus filhos, nem vaga em hospital público de qualidade quando enfermo, deveria receber mais atenção e respeito por parte da classe política.

Já o nosso amigo, o Corrupto, Sua Excelência, esse recebe gordo salário mensal, 13º e 14º, mais ajuda disso, ajuda daquilo, verbas indenizatórias, e isto tudo legalmente. Agora imagine o que vem ‘por fora’ com as maracutaias, propinas, desvios de verba e tudo mais que estamos acostumados a ver na mídia. Que o digam os mensaleiros do valerioduto, os sanguessugas, os vampiros, anacondas, sem esquecer os antigos Caso PC Farias, Escândalo do Banestado, Escândalo da Sudam, do Sudene... São tantos que precisaria de páginas somente para citar os escândalos de nossos governos. Nunca nestepaíz houve tanta corrupção.

E eu aqui, me envergonhando pelo Brasil, toda vez que vejo um cara de pau se dirigir a outro cara de pau por Vossa Excelência. Aff, ninguém merece! Por isso mudei minha opinião e tomei a decisão de votar nulo para o congresso nacional. Deputado Federal e Senador não voto mais, pois não temos nenhum controle ou forma de pressão. Essa é minha forma de protesto. Tardia, mas como diz o ditado, antes tarde que nunca.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Mato Grosso campeão em mortes

Já sabíamos que Cuiabá era a 5ª capital mais violenta no trânsito e a 20ª entre todas as cidades do Brasil nesse quesito. O que não sabíamos é que o Estado de Mato Grosso figurava como campeão em acidentes de trânsito com mortes.

Os dados foram divulgados com o lançamento do livro ‘Acidentes de Trânsito no Brasil - Um Atlas de sua distribuição’ da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).

O levantamento soma, pela primeira vez, o número de mortos no local do acidente, registrado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), e o de pessoas que falecem nos hospitais, em decorrência das lesões sofridas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Isso significa impressionantes 35 mil mortos no Brasil a cada ano.

Em números absolutos, a maioria das ocorrências vem do Estado de São Paulo, que tem a maior frota de veículos do Brasil. Mas, quando se leva em conta a população local, o primeiro do ranking é Mato Grosso, com 32,1 acidentes com mortes para cada 100 mil habitantes, seguido por Santa Catarina (32), Paraná (31), Mato Grosso do Sul (30,4), Tocantins (30), Goiás (29,4), Espírito Santo (25,8), Rondônia (23,6) e Sergipe (22,1). O Distrito Federal está em 10º lugar, com taxa de 22,1. Já São Paulo figura apenas na 17ª posição, com 17,9.

Homens jovens, na faixa dos 20 a 30 anos, morrem mais no trânsito. De quatro vítimas fatais, três são do sexo masculino. O estudo também revelou que os pedestres e motociclistas são as principais vítimas de acidentes, sejam fatais ou não.

O principal objetivos do atlas é justamente orientar as políticas públicas em relação ao trânsito. Necessário se faz a união de prefeituras, órgãos de trânsito, ONG’s e também da imprensa, afim de trabalharem campanhas educativas que conscientize pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas.

Importantíssimo focar o trabalho de conscientização principalmente sobre os motociclistas, pois outro estudo feito pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostra que a proporção de motociclistas mortos no trânsito passou de 0,5 para 3,2 por cada 100 mil habitantes entre 1996 e 2005, um aumento de 540%. Enquanto o número geral de mortes reduziu de 22,5 para 19.4 por cada 100 mil habitantes, ou seja, redução de 14%.

Prevenir é mais barato que arcar com as conseqüências dos acidentes de trânsito. Um estudo da OMS - Organização Mundial de Saúde mostrou que, no Brasil, gastam-se R$ 3,6 bilhões anuais em decorrência de acidentes urbanos. Desses, R$ 477 milhões referem-se a tratamento médico.

Para uma cidade como Cuiabá, ainda provinciana, não basta campanhas educativas pontuais. A questão da educação para o trânsito só trará resultado se começar com as crianças. Para os atuais motoristas, mal preparados e viciados em transgressões, só com uma fiscalização rigorosa, o número de acidentes seria reduzido. Radares, lombadas eletrônicas e semáforos com câmeras seriam bem-vindos!

Cuiabá e o automóvel

Quando o assunto é história, temos de obedecer a uma cronologia. E se existe uma cronologia na História do Automóvel em Cuiabá, esta se iniciou por volta de cem anos atrás.

Antes mesmo de ter automóveis em Cuiabá, o presidente do Estado Costa Marques criou a primeira estrada que ligava Cuiabá a Várzea Grande e construiu pontes de madeira e ferro. Isto entre 1911 e 1914.

Em 1912, o Coronel Artur Borges importou o primeiro automóvel de Mato Grosso. Um caminhão Orion que inaugurou a estrada Cuiabá - Várzea Grande. O caminhão foi comprado para ajudar na construção da estrada Cuiabá Vila do Rosário. Como Cuiabá não tinha combustível, o proprietário precisava importar e estocar a gasolina.

O primeiro automóvel foi importado pelos irmãos Paulino e Domingo Dorsa. Datava de 1918 e o automóvel era um Fiat tipo 52. Era vermelho e passou a ser conhecido como “carro de D. Aquino” por que o político utilizava muito o veículo. Tinha velocidade máxima de 70 km/h e consumo de 15 litros por 100 km . Nesta época os carros vinham da Itália via Montevidéu e depois por Corumbá chegavam a Cuiabá. A partir de 1919 mais automóveis começaram a chegar. Primeiro os Fiat depois os Ford.

Como o automóvel era novidade ainda, pouca regulamentação existia. O decreto 849 de fevereiro de 1929 regulamentava a circulação dos veículos em Cuiabá, criava também a Inspetoria de Veículos que passaria a emplacar os veículos com placa municipal. Os carros de aluguel vinham precedidos com a letra A e particular P. A prefeitura dava licença tanto para os veículos como também habilitava os condutores. A habilitação era concedida para um único veículo, se quisesse dirigir outro veículo, o condutor tinha que pagar novo registro.

As leis de trânsito da década de 20-30 permitiam que qualquer cidadão de notória idoneidade aplicasse as multas por infrações de trânsito e as encaminhasse ao órgão responsável, no caso a Inspetoria de Veículos. 50% do valor das multas ficava para quem a certificasse, ou seja, para o cidadão que aplicasse a multa. O relatório do prefeito da época mostra que muitas infrações ainda assim eram cometidas. A velocidade permitida de 25 km por hora na cidade e 45 na zona rural.

O primeiro acidente aconteceu em 13 de março de 1920, na Avenida Dom Aquino. Os envolvidos eram dois motoristas recém chegados à cidade: Américo Vergueiro e Silvestre Brescinani. O suposto causador do acidente foi detido e aberto inquérito policial. Os motoristas ficaram feridos e os veículos bastante danificados. A causa teria sido um descuido de Américo Vergueiro. (Fonte: CORREA, Afrânio. Os automóveis de Cuiabá – décadas de 20 e 30).

Bom, passados exatos 95 anos após a chegada do primeiro veículo automotor a Cuiabá, o cenário está muito mudado. Hoje são 200 mil automóveis licenciados em nossa capital. Circulam por aqui outros milhares licenciados em outros municípios e estados.

Os acidentes acontecem a todo o momento, com vítimas e em alguns casos mortes. Este ano, de janeiro até agora, 171 pessoas perderam a vida nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande. Nas rodovias foram 141 mortes. Isso representa que de janeiro até agora, em média, a cada 35 horas, uma pessoa morreu vítima de atropelamento ou colisão.

Neste último final de semana, no domingo, cinco acidentes foram registrados em Cuiabá, em um intervalo de apenas duas horas, das 14h às 16h. Cerca de 25 pessoas ficaram feridas.

O século 20 foi revolucionário. Trouxe conforto e tecnologia em termos de transporte. Agora cabe a nós, no século 21, gerenciá-lo. A cada ano que se passar teremos mais automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus circulando por ruas e avenidas, que na maioria das vezes são mal planejadas e sem manutenção. E teremos que aprender a dividir o espaço com pedestres e ciclistas. É uma árdua tarefa, mas dela depende o futuro do trânsito e transporte.

sábado, 15 de setembro de 2007

Bem vinda, onda verde!

Com a implantação dos novos semáforos, Cuiabá passará a ter um parque semafórico com tecnologia de ponta utilizado nas principais capitais do país como São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. Os primeiros corredores de tráfego a receber essa tecnologia foram: Avenida Fernando Correa da Costa, Avenida Getúlio Vargas, Avenida Isaac Povoas, Avenida Generoso Ponce e Avenida Tenente Coronel Duarte.

Esta obra permitirá a programação da onda verde, que é o sincronismo entre os conjuntos semafóricos. A onda verde permitirá uma melhor fluidez do trânsito e a diminuição do tempo de percurso.

Os novos conjuntos semafóricos são equipados com lâmpadas LED. LED é a sigla em inglês para Light Emitting Diode, ou Diodo Emissor de Luz.

As principais vantagens da utilização de “lâmpadas LED” são:

• Baixo consumo de energia, resultando em ganhos de redução da ordem de 70%, quando comparado ao consumo de lâmpadas incandescentes;
• A luz emitida é monocromática, não sendo necessários filtros para se obter uma determinada cor;
• A vida útil de um LED é de aproximadamente 100.000 horas;
• A queima de alguns LED’s não compromete totalmente a indicação luminosa, pois vai restar uma porcentagem considerável de elementos ainda ativos.

Nas aplicações de engenharia de tráfego, o desenvolvimento do LED já se tornou técnica e comercialmente exeqüível, existindo disponíveis no mercado linhas de produtos tais como painéis de mensagens variáveis, contadores regressivos, placas de sinalização e semáforos.

Os principais corredores de tráfego de Cuiabá foram beneficiados com o novo sistema, porém o ideal seria implantá-lo em todos os conjuntos semafóricos da capital, que somam mais de 100. De maneira geral, os aspectos que ainda restringem a ampla adoção do LED como padrão de iluminação reside nos custos elevados.

A fluidez advinda da onda verde garantirá mobilidade urbana e consequentemente qualidade de vida aos Cuiabanos. Está de parabéns a Prefeitura de Cuiabá através da SMTU, pois com essa atitude mostra á população onde é investido o dinheiro das multas de trânsito.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Agente da Lei e o Infrator

Nos últimos dias acompanhei um caloroso debate, num site noticioso local, sobre os Agentes de trânsito – os Amarelinhos - e a fiscalização de veículos infratores nas imediações dos shoppings de Cuiabá. Nas postagens os internautas chamavam os Amarelinhos de ‘Urubus’.

Além do significado já conhecido da palavra urubu, o Aurélio cita ‘usurário’. Ou seja, o Amarelinho no desempenho da Lei estaria usurpando-se de algo alheio? Ou seria o Poder Público representado por ele? Não seria o infrator de trânsito que estaria tirando o direito de outras pessoas? Se existe uma proibição de estacionamento não é por capricho de fulano, cicrano ou beltrano e sim para garantir a fluidez e segurança no trânsito que é direito de todos. Então, quem é o errado nessa história?

O trânsito é palco que revela o individualismo, a impunidade e a falta de solidariedade.

Parei para pensar e fiquei indignado em ver como as pessoas estão com valores deturpados. A inversão de valores virou regra... O infrator que deveria ser criticado pelos internautas passava por vítima. Mártir ante uma grande injustiça.

Penso que as pessoas deveriam refletir mais sobre esse delicado tema, o trânsito, pois vivemos num contexto que estimula o individualismo e consequentemente a transgressão. A mídia reforça os valores de competição, risco e hedonismo desmedido, colaborando para uma conduta irresponsável e agressiva do motorista. Defender as transgressões do trânsito, por mais que considere pequeno, é errado.

O Amarelinho em questão é o legítimo representante da autoridade de trânsito municipal. Ele representa o Estado no cumprimento da Lei. Porém, na concepção de alguns, o “Amarelinho” é quem deve ser sempre culpado, independentemente das circunstâncias. Deveriam os senhores internautas aconselhar os infratores a não mais desrespeitar as leis de trânsito. E não incentivar a "lei do mais forte" ou a do “mais esperto”.

Estado e cidadãos têm responsabilidades por esse trânsito caótico e desumano. Os motoristas contribuem com uma parcela significativa dos problemas do trânsito e a população não conhece ou não exige seus direitos. Por outro lado, falta ao Estado maior investimento nas ações de engenharia, educação e a fiscalização.

A segurança nas vias depende de cada um de nós. Todos somos responsáveis pelo trânsito. Portanto, precisamos nos esforçar para torná-lo mais seguro, obedecendo às suas leis. Não porque vamos ser punidos, mas porque disso depende a sobrevivência de motoristas, ciclistas e pedestres.

Com a proximidade da Semana Nacional do Trânsito – 18 a 25 de setembro – vamos todos refletir sobre o papel de cada um na sociedade e, em conseqüência, no trânsito. Nas ruas, manter um comportamento ético e solidário é fundamental. Vamos lembrar que o interesse do coletivo sobrepõe o individual.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O jovem e o trânsito

A Semana Nacional de Trânsito - de 18 a 25 de setembro - deste ano terá como tema "O Jovem e o Trânsito". A escolha, feita pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), visa levantar o debate sobre a importância de medidas que busquem a prevenção de acidentes envolvendo os jovens. A escolha do tema segue as diretrizes internacionais proclamadas para 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS).

Os jovens estão presentes nas vias como pedestres, ciclistas, motociclistas, condutores e passageiros. São as maiores vítimas do trânsito, pois têm atitudes agressivas provocadas pela pressa, adrenalina e bebida. A combinação excesso de confiança e de velocidade, com veículos sem manutenção e vias precárias, resulta sempre em acidentes graves. Segundo o IBGE a faixa etária que se envolve num número maior de acidentes com mortos é entre 18 e 29 anos.

Relatório apresentado pela ONU no mês de maio em Genebra revela que 1,2 milhão de pessoas morrem anualmente vítimas de acidentes de trânsito. Jovens de até 25 anos correspondem a um terço deste total. Já no Brasil, segundo o Denatran (2005), são 27% (jovens entre 18 a 29 anos) e eles estão envolvidos em 35,44% dos acidentes.

Geralmente durante a Semana nacional do Trânsito, são realizadas campanhas educativas pelos órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito (SNT), como Detran, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU) de Cuiabá.

Porém é preciso muito mais que isso. É necessário incentivar o jovem a debater o trânsito e a torná-lo mais seguro e humano. É necessário conscientiza-lo da importância de usar o cinto de segurança, de respeitar os limites de velocidade e o mais importante, nunca consumir bebida alcoólica quando for dirigir.
Praticar direção defensiva é dirigir com objetivo de prevenir acidentes, atento às ações incorretas de outros motoristas e das possíveis condições adversas da pista e do tempo.

Jovem, lembre-se, não dirija se não estiver em boas condições físicas e psicológicas, sofrendo de fadiga, sonolência ou após ingerir bebidas alcoólicas ou substâncias entorpecentes. Você tem uma bela vida pela frente, não a desperdice!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

A calçada é do pedestre?

O Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro define calçada como “parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins”, define, também, passeio como “parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e excepcionalmente, de ciclistas”.

É comum as calçadas de Cuiabá serem utilizadas como estacionamento de veículos. Seja em frente de lojas, supermercados, farmácias, bancos, órgãos públicos. Até a calçada do Batalhão do Corpo de Bombeiros é utilizada como estacionamento. Pasmem!

Dias atrás ao fazer minha caminhada diária, mudei meu trajeto e resolvi passar pela Avenida Carmindo de Campos. O que é aquilo? Aquela avenida é um caos. Calçada por lá é estacionamento mesmo. Tem motoqueiros e até carros que chegam a transitar pela calçada... E onde fica o pedestre que deveria ser o personagem principal desse pedaço da via?

Fiz um pequeno percurso pela referida avenida, fazendo zigue-zague entre dezenas de veículos que encontrei pela frente e por fim desisti. Poderia a caminhada ser um momento de reflexão, mas é muito mais de defesa pessoal. Caminhar é correr riscos. A dificuldade que encontrei foi imensa e na primeira ‘aventura’ entreguei os pontos. Imagina se fosse um cadeirante ou uma mãe com um carrinho de bebê que obrigatoriamente tivesse que fazer aquele percurso todo dia?

Retornei ao meu percurso costumeiro, bem mais tranqüilo, pelas pistas da UFMT. Ao passar ao lado do zoológico e feliz por estar num local onde as pessoas ‘ainda’ respeitam os pedestres, lembrei de um desenho animado (da época em que esses filmes tinham menos violência e mais humor) estrelado pelo Pateta. Com aquele jeito bonachão, boa-praça e simpático, ele se transformava imediatamente em um monstro ao sentar ao volante, vendo nos outros carros e nos pedestres seus eventuais inimigos. No desenho o trânsito era tão caótico que ele precisava se ‘encaixar’ no fluxo ao entrar na via. Alguma diferença em relação ao que vivemos hoje?

O motorista ao entrar no carro torna-se egoísta e perverso. É preciso ter consciência que todo motorista em algum momento também é pedestre. Aliás, para humanizá-lo, eu sugeriria que pelo menos uma vez na vida todo mundo fizesse a pé o trajeto que percorre de automóvel da casa para o trabalho ou vice-versa. Seria uma forma de começar a conhecer a cidade e a nos respeitar mais, humanizando não somente o trânsito, mas a nós mesmos.

Podemos concluir que para haver uma política de trânsito séria e eficaz deve-se adotar de todas as medidas para assegurar a preservação da vida humana, sendo a calçada uma das formas de assegurar a integridade física dos pedestres. A Prefeitura tem um papel importante e não deve se abster de tomar todas as medidas para garantir um trânsito seguro nas áreas urbanas.

Algumas medidas já foram tomadas. Advertências, intimações, autuações e multas de trânsito ajudam a acelerar o processo de conscientização. Na área central podemos observar alguns estabelecimentos ‘levantando’ o meio-fio e nivelando as calçadas, antes rebaixadas e induzindo o motorista a usá-la como estacionamento.

O problema não é simples, deve ser enfrentado por todos e não esquecido. Prefeitura e Ministério Público devem se unir para garantir o direito do pedestre de ir e vir com segurança.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Crianças no trânsito

A décadas, busca-se melhorar a segurança no trânsito com ações de engenharia, fiscalização e educação. Quando se fala nessa educação, entendemos que ela deva vir da base, ou seja, devemos educar nossas crianças para o trânsito. Pois está provado que elas têm uma percepção altamente consciente sobre o assunto.

Muitas crianças vivenciam ou vivenciaram de perto a violência do trânsito, por isso desejam que seus pais e familiares dirijam com cautela. Clamam por amor à sua própria vida e à dos outros. É comum ver os filhos corrigindo os erros dos pais ao volante.

Faz-se necessário maior empenho do poder público quanto á educação no trânsito nas escolas, sejam elas municipais ou estaduais. A disciplina ‘Educação para o trânsito’ deveria ser obrigatória em toda grade curricular do ensino fundamental, pois é a etapa inicial da educação básica envolvendo crianças e adolescentes.

É muito mais fácil ensinar á uma criança que o trânsito é o movimento de veículos motorizados, veículos não-motorizados e pedestres numa via, e que as Leis de trânsito são as leis que regem o tráfego e regulamentam os veículos, e devem ser rigorosamente respeitadas.

É também mais fácil conscientizá-las que todos motoristas também são pedestres em algum trecho de sua viagem. Se um motorista não respeitar os direitos destes também pode ter seu direito como pedestre desrespeitado.

O objetivo é capacitá-los como pedestres e ciclistas, e como futuros motoristas. E que venha a ser um cidadão que respeite a legislação e não se envolva em acidentes de trânsito. Espera-se que as lições aprendidas na escola perdurem até quando crescer e for motorista habilitado.

Eis o nosso desafio!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Cinto de segurança, imprescindível!

Com uma frota de dezenas de milhões de veículos no Brasil e um trânsito cada vez mais intenso e tumultuado, é inegável a importância do uso do cinto de segurança, seja para motoristas ou passageiros, independentemente da obrigatoriedade legal. Segundo o Artigo 65 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) “é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN”.Incorrer na infração, se sujeita à multa grave e retenção do veículo até a regularização do problema.

O uso do cinto de segurança nos bancos da frente já está bastante disseminado no Brasil. Mas é preciso enfatizar a utilidade e a propriedade do uso do cinto de segurança, também por parte daqueles que estejam no banco de trás.

Em um acidente, o cinto de segurança evita que você seja lançado para fora do veículo (sendo lançado para fora, as chances de morrer são cinco vezes maiores); evita que você seja lançado de encontro ao painel, ao volante ou ao pára-brisa; evita que você seja lançado de encontro a outros veículos; mantém o condutor em sua posição, permitindo, em alguns casos, que ele empreenda manobras defensivas para evitar danos maiores; em caso de colisão frontal, os passageiros que viajam no banco de trás ganham, com a velocidade, um peso muito maior do que aquele correspondente à sua massa corporal (um adulto de 70kg, dependendo da velocidade no momento do choque, pode ser projetado com força correspondente a uma tonelada de peso). Daí a importância do uso do cinto de segurança por quem viaja atrás. O funcionamento do cinto de segurança é baseado na 1ª Lei de Newton: inércia.

Cuidado especial deve ser destinado às crianças. Importantíssimo instalar assentos especiais para crianças de até 3 anos no banco traseiro. No caso de crianças maiores, cuidar para que o cinto não as machuque. Vale lembrar que apenas maiores de 10 anos podem andar no banco dianteiro.

Atualmente é evidente a preocupação com a segurança dos motoristas e passageiros. O que a estatística vêm mostrando é que o uso do cinto de segurança tem reduzido o número de ferimentos, lesões ou óbitos quando nas colisões, mesmo as de menor velocidade. O uso incorreto também é motivo de preocupação. Registros evidenciaram lesões graves e até morte causadas pelo uso incorreto do equipamento. É comum flagrar mulheres com o cinto de segurança por baixo do braço. Ou aqueles que só passam o cinto sob o corpo, sem afivelá-lo, apenas para enganar os fiscais e evitar a autuação.

Nas ruas de Cuiabá, a infração de trânsito mais comum, com certeza, é o não uso do cinto de segurança por parte de motoristas e principalmente passageiros. Necessário se faz, realizar campanhas de conscientização da população, aliado a intensificação da fiscalização.

Use o cinto de segurança, pois ele pode salvar sua vida. Pense nisso!